sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


Como posso me afastar de ti se tu és fonte de vida ?
Como posso me afastar, Senhor ?
Tão real e tão sensível é tua presença
Como posso não buscar, Senhor ?
Eu nada sou sem ti O que fazer sem teu amor ?
Como recusar tua mão, oh meu Senhor Nasci pra te
louvar,
nasci pra te amar em espírito e verdade adorar
Quero adorar, quero exaltar e bendizer o teu nome.
Me abandonar com o coração prostrado em ti, Senhor.
Quero adorar, quero exaltar e bendizer o teu nome.
Tua presença me santifica, Senhor.

Créditos: Imagem da web. Música Tua Presença da Banda Dominus.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010







A Cenoura, O Ovo e O Café

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.
Seu pai, um "chef", levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo a água das panelas começaram a ferver.
Numa ele colocou cenouras, noutra colocou ovos e, na última, pó de café.
Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e colocou-as numa tigela.
Retirou os ovos e colocou-os em outra tigela. Então pegou o café com uma concha e colocou-o numa xícara. Virando-se para ela, perguntou:

- Querida, o que você está vendo?

- Cenouras, ovos e café - ela respondeu.

Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso. Ela perguntou humildemente:

- O que isto significa, pai?

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.

- Qual deles é você? - ele perguntou à sua filha.


Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?



Autor Desconhecido




Para que servem os desmantelos que se esparramam de repente em nossas vidas? Que influência terão em nosso comportamento? Serão um ponto preto numa página branca ou uma página branca com um ponto preto. Se eles aparecem num dia em que acordamos pelo avesso, com a braguilha voltada para as costas, nossa tendência será de que estamos sendo derrotados pela avalanche de desacertos. Ao contrário, se estivermos naqueles dias de felicidade inexplicável em que parecemos pintos fazendo a festa no lixo poderemos ter a sensação de que somos invencíveis. Mas, porque nosso humor torna-se fator determinante nessa decisão? Por que não reprimimos o enxerimento do nosso lundum e deixamos nossa razão ser a porta-bandeira de nossa decisões? Nossa escolha para enfrentar a vida e seus problemas seria mais tranqüila e segura. Por mais que cascavilhe os subterrâneos da minha memória à procura de explicações sempre esbarro na mesma resposta: fé. Fé em nossa capacidade, no nosso poder de idealização e realização, na ajuda de que podemos obter , nas soluções que poderemos encontrar. Basicamente nossa vida resume-se num exercício diário de fé, como costuma pregar Pe Fábio de Melo. Esquesito, não é? Mas, muito real. Ninguém tem a garantia da realização de seus objetivos. O que nos dá a coragem de perseverar na concretização de nossos sonhos e de desatar os nós cegos de nossa vida é justamente a fé. Sem ela desistimos facilmente de tudo, somos vencidos pelos problemas, perdemos nosso rumo. Dizem que fé é a habilidade de não entrar em pânico e eu acredito nisso, porque quando se tem fé nossa mente insiste em procurar soluções e inevitavelmente encontra uma. Principalmente quando essa fé na vida e em nosso potencial de enfrentar e resolver broncas tem seu alicerce no que nos ensinou São Paulo em Filipenses 4:13: Tudo posso naquele que em fortalece. Pois é, simbora andar com fé e peitar a vida sem medo, pois como diz Gilberto Gil “andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”.


Créditos: Imagem: Google. Frame My Favorite Guy by Thrish H.Designs.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Os Sem-manga.

Verão, época de safra de mangas e agora também época de muiiiiiito aperreio. Costumo recolher as mangas caídas no meu quintal logo cedo, antes de minha caminhada diária. Separo algumas para consumo, outras pra distribuir entre vizinhos, parentes e amigos e outras deixo em cima do muro para quem quiser apanhar ou alguém que venha pedir. Ou melhor, costumava, pois agora se quiser ter mangas tenho de, literalmente, disputar quase à tapa as manga plantadas no meu quintal

Há uns três anos que não consigo manter essa tradição, porque ultimamente apareceu no meu bairro um novo método de colher frutas, principalmente mangas, que tem me deixado bastante aborrecida e cética com relação ao direito de propriedade privada. Logo ao amanhecer e durante todo o dia homens, rapazes e crianças andam sorrateiramente pelas ruas vasculhando quintais com mangueiras munidos de imensas varas de bambu com uma cesta para recolher o fruto em uma das extremidades improvisada de garrafa pet cortada ao meio e, cinicamente, impõem essa ferramenta (ou seria arma?!) dentro de nossas casas por cima do muro sem pedir permissão ou simplesmente avisar que estão “colhendo” o que nós plantamos. Alguns mais afoitos pulam o muro ou até abrem, sem pedir licença, o portão para recolher as que caem no chão, mesmo correndo o risco de ser mordido pelo cão da casa. Os mais jovens gostam de jogar pedras pra derrubar a fruta não se importando se elas atingem carros, janelas, animais de estimação ou cabeças. Ano passado minha vizinha de quase 90 anos levou alguns pontos na testa por ter tido a infelicidade de estar no quintal numa dessas investidas de catadores de mangas. Acho isso um absurdo, porque sem nenhum critério eles arrancam todas as mangas que a vara alcança, estejam elas madura ou não, colocam em seus carros-de-mão e vão embora deixando folhas caídas no quintal e na calçada. Às vezes dão uma mordida numa mais apetitosa e jogam o resto fora pouco se lixando se logo após possa vir alguém e levar um baita escorrego nas cascas espalhadas pela calçada. E toda essa sujeira quem limpa?! Claro que o otário dono da casa. Afinal ele plantou, cultivou e tem a obrigação de limpar a sujeira. Só não tem direito de consumir o que plantou e de reclamar e/ou impedir a ”colheita”, pois será xingado até a 15ª geração por estar sendo piranangueiro negando fruta ou então ouvir ameaças caso queira dar uma de doido (coisa que geralmente eu faço) e peitar os sem-mangas da vida para fazer valer seus direitos de usufruir livremente de suas fruteiras. Seria isso egoísmo de minha parte? Monopólio?! Claro que não, pois partilho com vizinhos e distribuo com estranhos cada manga das três mangueiras existentes no meu quintal. Acredito que a palavra certa seria invasão. De direito, de privacidade, de propriedade, o escambau. Ou mesmo roubo, porque se estão tirando o que é meu de dentro da minha casa sem a minha permissão, mesmo que seja fruta, isso para mim é roubo. O que não tem na casa deles pegam na do vizinho ou dos estranhos? É assim que funciona? Hoje frutas, amanhã será o que?! De acordo com o dito popular “cesteiro que faz um cesto faz uma cento, assim haja cipó e tempo”.

Essa situação me revolta e entristece, porque escancara diante de nós um ser humano totalmente brutalizado onde educação e respeito não fazem parte de suas ações. O que importa é se dar bem, levar vantagem em tudo. Onde esse tipo de atitude vai levar? Será que vale a pena calar e deixar a coisa rolar? Ou será melhor mudar de time e fazer parte do bloco da Lei de Gerson?

Mesmo insatisfeita, decepcionda, ultrajada eu ainda acredito que esta não é a saída. Principalmete depois que prestei atenção especial na letra da música Cores da Euaristia. Percebi que o caminho é justamente o inverso. Enquanto existir indignação com situações e atitudes como estas o ideal é sempre ir no sentido contrário, não se acomodar, gritar, lutar por nossos direitos e de nossos irmão para que possamos ter a vida digna para a qual fomos criados. Mais uma vez Pe Fábio de Melo com suas palavras e poesia evangelizadoras mostrou que o ser humano pode ser aprimorado desde que haja esforço para tentar consertar o que está tronxo. Não é fácil, mas também não é impossível e vale a pena tentar.

Créditos: Paper: Sentiments by Thaliris




quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Lamentar o passado só nos faz perder a oportunidade de viver intensamente o presente e planejar com maior experiência o futuro.


Créditos:

Texto: desconheço o autor
Paper by Bia Fran and stacked paper by chaos lounge. Elements by Dani3 and Glenda ketcham

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A Metamorfose:


O Resultado:

Tea Time!

Sempre achei chá e vinho bebidas especiais, mágicas, intimistas, ritualísticas e até certo ponto contemplativas. Com relação ao vinho, não me auto-proclamo sommelier ou mesmo enófila experiente. Apenas gosto de saborear um bom vinho e na hora da escolha sigo o que meu paladar aprova. Prefiro os secos e meio-seco aos suaves que acho muito adocicados e me recordam as famosas sangrias do meu tempo de adolescência feitas com os vinhos Capelinha, Dom Bosco e Sangue de Boi (se é que podem ser chamados de vinhos). O detalhe é que sou muito fresca na hora de saboreá-lo. A taça tem de ser adequada, pois acho heresia beber vinho em copo. Prefiro não tomar. Heresia maior é colocar gelo pro vinho ficar geladinho..argh!!! O acompanhamento deve ser exclusivamente pão e queijo dos mais variados. O ambiente deve ser tranqüilo e necessariamente tenho de estar sozinha ou, no máximo, acompanhada de um bom livro, para que possa sentir calmamente, todos os sabores e texturas. E nesse clima de harmonia os pensamentos correm soltos trocando idéias entre eles criando um campo fértil para lembranças agradáveis e sonhos promissores. O bom desse ritual é que não existe lacuna para a emrbiaguês se instalar, porque refletir auxilia na moderação do espaço de tempo entre as taças ingeridas e essa parcimônia nas doses favorece a tentativa de aproveitar cada momento de introspecção e eternizar ao máximo essa sensação de plenitude.

Com o chá, por sua versatilidade, sou mais democrática. Quente ou gelado e de qualquer sabor induzem a reflexão coletiva. Neste ritual amigos são bem-vindos. Do papo-furado ao debate existencial, prosear degustando um bom chá é muito estimulante e criativo. As idéias parecem brotar naturalmente estimuladas pelo aroma dessa bebida agradável, revigorante, saudável e medicinal. A única exigência é com relação ao acompanhamento: biscoite/ bolachas e geléia . Bolo nem pensar, pois eles são companheiros ideal para o café, meu quase-vício.

Recentemente, minha sobrinha e seu marido me presentearam com um chá que só aumentará meu nível de frescura. Adoro novidades e sabendo disso eles me enviaram um chá em forma de botão de flor que desabrocha quando acrescentamos a água fervida à jarra de vidro exalando o aroma da flor que originou o chá, nos presenteando com um visual maravilhoso. Agora terei uma ritual precedente ao ritual do chá. Terei seis minutos ( o tempo que a flor leva pra desabrochar) para refletir sobre o encanto que é a metamorfose do pequenino botão de flor numa saborosa e calmante bebida que irá estimular o diálogo e a interação com amigos ou minhas confabulações solitárias.

Um brinde à vida que nos presenteia com sabores tão espetaculares!


Créditos: A metamorfose: Paper Blue Abyss1 by SAL e Elementos by Glenda Ketcham. O resultado: Frame by Birgit Kerr.


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009


Crédito: Kit Nacimiento by Karla

sábado, 19 de dezembro de 2009




Envelhescência

O fato de estar faltando pouco tempo para me tornar uma mulher sexy...xagenária anda me deixando um pouco pensativa e às vezes me surpreendo imaginando como será enfrentar a velhice e suas consequências. Imediatamente, minha mente é povoada por senhores magros de feições orientais sentados na posição de lotus, cujo semblante irradia tranquilidade e respeito, onde todos a sua volta estão ansiosos por beber nesta fonte viva de sabedoria. As palavras proferidas, impregnadas de metáforas belíssimas que encerram lições de vida extraidas de experiências ricas e felizes, são escutadas, meditadas, absorvidas e, posteriormente, serão agregadas aos valores morais e espirituais de um povo através das gerações.

Mas, quando saio desse devaneio existencial me deparo com uma realidade bem diferente. Pelo menos para mim e a maioria dos futuros velhinhos de minha geração.
Pra inicio de conversa os envelescentes de minha época jamais poderiam sentar no chão cruzando as pernas como nos exercícios de ioga porque todas as articulações do corpo entoariam uma esdrúxula sinfonia anunciando que insistir na posição acarretaria o risco de quebrar todos os ossos, ou, na melhor das hipóteses, abandonar tal postura apenas seria possível com o auxilio de um guincho muito potente. É a famosa fase do com...dor. Nesta bendita fase posições como esta são consideradas contorcionismo e, na maioria das vezes, até o simples ato de caminhar faceiramente nos limita e obriga a soltar a criatividade para que nossa orgulho e vaidade não despequem ladeira abaixo. Exemplo disso é quando estamos sentados em público e precisamos levantar rapidamente. Nesta hora necessitamos de toda nossa capacidade teatral para, delicada e elegantemente, fingirmos que estamos admirando o ambiente ou procurando algo ou alguém muito interessante. O ideal é ter ao lado uma vitima...oops, companhia para encenarmos uma conversa furada como se fosse a mais importante e animada do planeta, procurando passar uma idéia de falta de interesse em encerrar um papo de vital importância para a humanidade. Tudo isso pra disfarçar as dores torturantes que se manisfestam contra nossa vontade quando passamos muito tempo sentados.
Isto sem mencionar o enfraquecimento da memória e do raciocinio que se tornam tão lentos quanto uma tartaruga com cãimbras e a resistência física que se esgota facilmente nos dando a sensação de que subir um simples batente exige o mesmo esforço que escalar o Monte Everest. Os incansáveis pés-de-valsa de outrora cedem lugar aos dançarinos por insistência cujo requebro corporal resume-se no levantar dos braços e agitar freneticamente os indicadores para acompanhar o ritmo da música, pois os sacolejos de outras partes do esqueleto podem desconjuntar nossa lombar obrigando-nos a permanecer o dia seguinte acamados maldizendo a hora em que resolvemos insistir em relembrar nossos anos dourados mesmo sabendo que nenhum lubrificante potente conseguiria bons resultados em nossas juntas enferrujadas.
Mas, apesar dessa PVC (P....da Velhice Chegando), ou PVI (P....da Velhice Instalada) para os mais adiantados no tempo do que eu, acredito que acharei interessante essa minha futura fase, porque apesar dos malabarismos pra conviver com os limites da idade, a vida continuará bela e descortinando uma porção de possibilidades que ainda poderei aproveitar intensamente. Basta procurar métodos alternativos pra compensar os desgastes das peças da máquina Ser Humano Modelo Anos Cinqüenta, efetuar algumas adaptações no estilo de vida e seguir confiante de que sou obra de arte de nosso Criador constantemente valorizada à medida que o amor e o respeito sejam prioridades no relacionamento com meu semelhante. Assim, voltarei a ser poderosa. Sem muita capacidade física, é claro, mas com uma tuia de idéias e sonhos para por em prática, porque o show da vida deve continuar. E no que depender de mim sempre procurarei ser a estrela principal deste show. Afinal, não dizem que na velhice voltamos a ser crianças?! Se isso é verdade estou acabando de nascer e tenho muitos sonhos e projetos que pretendo realizar pelai. Entonces, dá licença que eu vou à luta!!!!


Créditos: Frame New Stone by Loucee. Imagem: Profissão Saúde.